sexta-feira, 27 de abril de 2012

Olhos Bons

Olhos Bons

Silvestre Kuhlmann

A felicidade consiste em poder notar
O belo que se ergue ao redor do meu olhar
E em ter a meninice
Na crendice que tudo existe
Pra me alegrar.
Usufruir sem ter, amar sem dominar,
Mostrar poder só pra proteger,
Guardar, cuidar;
Dividir abrigo com o amigo,
O pão com o companheiro,
Andar com Jesus, melhor lugar.
Copiar o gesto divino:
Criar em meio ao caos.
Ver-me junto ao pó, prostrado,
Ser depois por Ele levantado;
Caminhar sem saber
Onde o vento vai levar,
Confiar.

Nessa semana decidi sair bem cedo de casa. Tinha um encontro com minha psicanalista, mas queria passar um tempo comigo mesma antes do nosso encontro. Como a sala dela fica perto da Praça da Liberdade, resolvi levar minha câmera, andar pela praça e procurar beleza para fotografar.
Quando dei por mim estava cantarolando a música do Silvestre Kuhlmann "Olhos Bons". Música perfeita para um momento perfeito. Como é bom abrir os olhos e poder ver a beleza e a graça do Senhor Criador de todas as coisas.
Para mim, minhas fotos desse dia refletem a música que estava cantarolando "copiar o gesto divino/criar em meio ao caos".
Bem, o resultado do "meu tempo para mim" você pode ver nas fotos abaixo.

Bom fim de semana para todos e que vocês possam contemplar e celebrar a beleza e a graça do Senhor na Sua criação!



















terça-feira, 24 de abril de 2012

“Cada revólver tem uma bala guardada esperando um desses meninos”.

Às vezes, quando olho para algumas situações na comunidade, preciso orar por mim mesma. Parece egoísmo, mas algumas situações podem realmente tirar a esperança. Peço fé para crer que mudanças podem acontecer. 
Eu li uma notícia na internet, que na verdade já tinha ouvido por aqui, na rua. Vou apenas colocar aqui no blog a reportagem e você pode tirar suas próprias conclusões. Vamos orar para que Deus traga o Seu Reino para essa comunidade.


Traficantes expulsam 14 moradores de uma família na Vila Cafezal

Quatro mulheres e dez crianças fugiram de casa, com a roupa do corpo, após intimidação de bandidos armados
 
 Renato Fonseca - Do Hoje em Dia - 24/04/2012 - 07:33
 
 
 “Cada revólver tem uma bala guardada esperando um desses meninos”. Foi assim que cinco bandidos armados criaram o terror e expulsaram uma família de casa na Vila Cafezal, no aglomerado da Serra, na zona Sul de Belo Horizonte. Vivendo sob domínio do tráfico e constantes ameaças, 14 pessoas, sendo quatro mulheres e dez crianças, fugiram da própria residência só com a roupa do corpo.

O drama vivido pelos moradores do Cafezal –que estão há quatro dias escondidos na casa de um conhecido–, no entanto, não é uma ocorrência isolada. Cada vez mais a lei do tráfico dita as regras, fazendo com que famílias inocentes, sem envolvimento com a criminalidade, paguem um alto preço. Levantamento feito, no ano passado, pela prefeitura e as polícias Civil e Militar identificou que 149 famílias de BH foram retiradas de casa à força, após ameaças de morte.

Há duas versões para o mais recente episódio de expulsão, na Vila Cafezal. Segundo uma mulher que morava no local com as três filhas, os criminosos acreditam em uma possível denúncia feita à polícia sobre a atuação do tráfico na região. A Polícia Militar, entretanto, informou que um sobrinho da família tinha envolvimento com drogas, e a intimidação seria um acerto de contas.

No início da manhã da última quinta-feira, os moradores perceberam que não havia energia elétrica na casa e que o telefone fixo estava inoperante. Um deles tentou conversar com usuários de drogas da região para saber se eles haviam roubado os fios da rede telefônica. Ele disse aos viciados que a família iria registrar um boletim de ocorrência. Horas depois, na parte da tarde, cinco bandidos invadiram a casa e fizeram as ameaças.

“Eles falaram que já estávamos com hora extra, que já estávamos morando ali há muito tempo e isso ia acabar na base da bala”, contou uma das moradoras. Segundo ela, à noite houve mais uma investida dos bandidos, com novas ameaças. Em seguida, os traficantes teriam ficado em um beco, jogando bombas na casa. Foi então que todos resolveram fugir.

A família reclama que a PM teria apenas feito uma escolta para que eles voltassem, no último sábado, com o caminhão da mudança. “Acionamos a polícia, registramos a ocorrência, mas eles se limitaram a ajudar na mudança, em vez de prender os bandidos”, disse a mulher.

O tenente-coronel Filho, responsável pelo policiamento na região, negou a versão da família e disse que a polícia teria sido acionada somente após o caminhão da mudança chegar ao local. “Somente naquele momento ficamos sabendo do que tinha ocorrido. Não podíamos obrigá-los a ficar em casa”. Segundo o oficial, a PM já identificou os criminosos e trabalha para prendê-los o quanto antes.
 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Identificação com a Igreja Perseguida - Algo Possível Para Nós?

Eu amo ficar em casa de bobeira. Para mim, minha casa é o melhor lugar do mundo. Por isso estava meio com preguiça de ir à igreja ontem. Eu amo minha igreja, não me entenda mal. Mas acho que todos nós já passamos por aquele momento de preguicite aguda antes de ir para a igreja... Atire a primeira pedra quem nunca ficou com preguiça de sair de casa no domingo para ir à igreja, pelo menos uma vez na vida!!!!!
Bem, estava deitada na minha cama criando coragem para levantar, quando meu marido chegou com uma revista da missão "Portas Abertas". Há algum tempo atrás assinamos essa revista, mas nossa assinatura acabou já tem um tempinho, por isso fiquei surpresa por eles mandarem um exemplar para nós (é claro que junto da revista havia um convite para renovar a assinatura...). Dentro do pacote, junto com a revista (e o convite para renovar a assinatura) havia uma revista de 30 dias de oração pela Coreia do Norte. Dei uma folheada na revista. Não li tudo, mas o que li foi suficiente para cair na real.


Me imaginei em uma situação de perseguição. Que terrível! Imagina não poder ter uma bíblia? Não poder ir livremente para a igreja? Ontem meu marido pregou na igreja. Fiquei imaginando como seria se ele corresse risco de vida por fazer isso.
Às vezes penso que estamos tão longe da realidade da igreja perseguida! Nós que temos tanta liberdade para carregar uma bíblia, comprar quantos exemplares quisermos, falar abertamente que somos cristãos e compartilhar nossa fé.
Eu lembro quando fui em uma conferência na Nova Zelândia em que assisti um vídeo da missão Portas Abertas, cujo tema era a identificação com a igreja perseguida. Fiquei muito impactada, mas será que realmente é possível me identificar com as pessoas que sofrem perseguição por causa de Cristo? Ah... estamos tão longe disso...


Você pode dizer que há uma certa perseguição contra os cristãos até aqui no Brasil mesmo, mas te digo que não se compara com o que os cristãos sofrem na Coreia do Norte. Não chega nem perto por que depois que li alguns artigos daquela revista, levantei-me da cama, me arrumei, saí de casa com meu marido carregando uma bíblia grandona debaixo do braço e entrei em uma igreja cheia de gente que professa sua fé abertamente. Voltei para a casa e deitei minha cabeça no meu travesseiro sem medo nenhum de alguém invadir a minha casa e me espancar por eu ter ido à igreja naquela noite.
Não sei se seremos capazes de nos indentificar com a igreja perseguida algum dia, mas sei que o que podemos fazer agora é orar por eles.
 
E aí, vocês topam?


Aqui nesse link você pode fazer o download da revistinha. Já passou alguns dias da data que consta na revista, mas não importa. O que importa é que nos lembremos deles.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

A Bíblia Não é Sobre Você

Só estou dando uma passadinha rápida por aqui para compartilhar um vídeo que mexeu muito comigo, por causa verdade contida nele.
Esse vídeo foi usado pelo Tijs em uma das aulas sobre cosmovisão, que ele está dando nessa semana no curso de Desenvolvimento Comunitário.
Assista e pense. 

Será mesmo que a bíblia é sobre mim???




quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quando a Vida Te Faz Parar de Respirar


Ainda faltavam 20 minutos para meu encontro com minha psicanalista e como a sala dela fica à dois minutos da praça da liberdade, resolvi sentar no meu banquinho de sempre e respirar.
Sim, respirar. Há dias sentia que havia um pedaço de concreto no meu peito. Vida doida, que não deixa a gente viver. Faltam horas no dia, o descanso não descansa, a vida passa e eu não respiro.


Para minha surpresa os velhinhos e suas centenas de seguidores estavam lá com eles - os passarinhos. Lembra que eu contei sobre esses velhinhos alguns posts atrás? Pois bem, eles estavam lá, do lado do meu banquinho. E eu sem respirar. Ou estava respirando sem perceber?
Parei o mundo ao meu redor e observei. Uma babá. Um rapaz com um celular tirando fotos de um menininho alimentando os pássaros. Um menino com capa de super herói e chapéu verde. Dois velhinhos e um saquinho de pano encardido contendo comida para passarinhos. 


Um pássaro pousou na cabeça de um dos velhinhos e ficou por lá um bom tempo. Outros vinham achar lugar nas suas mãos, nos seus braços, ombros. E o saquinho de pano encardido bem seguro nas mãos enrugadas.
Percebo que o outro velhinho está alimentando  um pássaro na sua mão. Olho mais atentamente e percebo que ele está sorrindo e conversando com o pássaro. Imaginei que as palavras eram doces.
A alegria nos olhos dos velhinhos e a expressão maravilhada no rosto do menininho com capa de super herói e chapéu verde. Uma cena para nunca esquecer.
Um terceiro velhinho se aproxima e tenta fazer com que um dos pássaros pouse na sua mão. Chega a ficar de joelhos, mas nada faz com que os pássaros cheguem perto dele. Ao perceber isso, o velhinho com o saco de pano encardido, coloca um pouco de comida nas mãos do velhinho no chão. Logo um pássaro vem pousar na sua mão. Ele sorri e diz:"Muito obrigado! Muito obrigado". Continua sorrindo o olhando para o pássaro na sua mão.
Pessoas passam por eles. Apressadas, cuidando da sua saúde, praticando exercícios, falando ao celular, passeando com o cachorro.


Uma mulher passa pela cena, olha para mim e sorri.
Um saquinho de pano encardido, cheio de comida para passarinho, trazendo harmonia entre o Homem e a Criação, entre o Homem e o seu próximo, entre o Homem e o mundo ao seu redor. Uma peça tão simples e rústica - rude - capaz de aproximar estranhos e encantar gerações.
Percebo que estou chorando. Sim. Ali mesmo na praça. 
A cena me toma por completo e de repente começo a desejar ardentemente aquela vida. Uma vida de plenitude, comunhão, paz, leveza, harmonia. Quero orar, mas não consigo formular uma frase sequer. Meus olhos embaçados ainda contemplam a cena.


Enfim, percebo. Estou respirando. E a cada respiração todo meu ser clama: Deus! Deus! Deus! Minha oração não passa disso. A cada respiração meu ser exclama e grita pela fonte de tudo: Deus!
Eu preciso dizer que quero aquela vida. Quero VIVER. Quero viver uma vida livre de medos, de traumas, de "se", de concreto sobre o meu peito, de respiração suspensa. Quero meu saquinho de pano encardido. Quero dizer tudo isso para Deus e muito mais. Mas a única coisa que meu ser exclama é o nome daquele que conhece minhas palavras antes que elas saiam da minha boca: Deus!


As lágrimas não param e eu estou respirando.
Eu me levanto do meu banquinho e vou para meu encontro. Mas ainda estou respirando e a cada pulso, a cada respiração, meu ser continua exclamando: Deus!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Quando a Graça nos Basta


Cada manhã temos a oportunidade de começar de novo. Um novo dia cheio de escolhas, trabalho, gente, conversas, risos, amizade, choro, vida.
Minhas manhãs não tem sido fáceis. Cada dia uma luta para conseguir energia para levantar da cama. Hoje especialmente foi mais difícil. Trabalhamos muito ontem. O Tijs está dando aula e pela primeira vez estou fazendo o papel de tradutora. Posso dizer que é um trabalho bem desgastante.


Acordei sem coragem de levantar da cama, mas fui trabalhar. Trabalhei até perto da hora do almoço quando comecei a realmente perder minhas forças. Tontura, enjôo, fraqueza e sono. Deitei na sala de aula e dormi por uns 20 minutos. Quando acordei, achei que não conseguiria me mover e fiz planos de ficar em casa a tarde. Cansaço e mal estar desencadeiam crises de pânico, o que, é claro, aconteceu no momento em que abri os olhos depois da minha soneca na sala de aula. Fui almoçar e fiquei sentada na minha cadeira por uma hora. Paralisada de cansaço. Orei.


A minha oração nesses dias tem sido apenas pela graça de Deus na minha vida. Graça no meu corpo, na minha mente, na minha saúde. Graça.
Muitas pessoas dizem nunca terem testemunhado um milagre. Acredito que é por que essas pessoas não sabem ver os milagres de Deus nas pequenas coisas. Sua Graça.


Levantei-me da cadeira e comecei a preparar o lanche para a aula de tarde. Todo cansaço e mal estar ficaram esquecidos. Fui para a sala de aula e traduzi a tarde toda, como se nunca tivesse passado mal na minha vida ou como se aquele ataque de pânico uma hora atrás naquela mesma sala nem tivesse existido.


Graça é a minha resposta para esse "fenômeno".
A Graça do meu Senhor me basta. Me basta para dar um passo de cada vez e me capacitar para fazer aquilo que Ele mesmo colocou em minhas mãos.
Milagres? Sim, eles existem. Mas somente aqueles que conhecem a Graça de Deus podem reconhecê-los e celebrá-los. Eu provei de um milagre hoje e sei que provarei muitos outros ao longo dessa escola de três meses e ao longo da minha vida. Mas o maior milagre é que a Graça do meu Senhor Jesus me basta e pronto. Não preciso de mais nada.
Obrigada meu Senhor.
Soli Deo Gloria.


domingo, 15 de abril de 2012

A Primeira Semana Passou... Agora Mais Onze! Desenvolvimento Comunitário na Veia!!


Então, a primeira semana acabou. Mais onze semanas pela frente de muito aprendizado, imprevistos e correria. Ao mesmo tempo que a escola de Desenvolvimento Comunitário suga todas as nossas energias, também nos traz muita alegria. É sempre bom ter um grupo de pessoas novas, cheias de sonhos, idéias e expectativas. Eu amo preparar essa escola, pensar na programação, as discussões que temos, observar a expressão no rosto deles ao ouvirem algo novo. Ah, como eu queria que tivéssemos mais obreiros e mais alunos para fazer duas escolas por ano! Mas Deus sabe...


Nossa primeira semana foi bem introdutória. Fizemos atividades para nos conhecermos melhor e ouvir as histórias um do outro, atividades de trabalho em equipe e também a explicação dos trabalhos didáticos (outra coisa que amo na escola!!). Explicamos para os alunos sobre a comunidade em que eles viverão pelos próximos três meses e demos uma voltinha pela comunidade.
O primeiro professor foi o Tijs. Ele deu uma breve introdução ao assunto da pobreza e ao assunto de desenvolvimento comunitário. Ele também dará aula na segunda semana sobre Cosmovisão Cristã.


Encerramos nossa semana com a noite de filme. Toda sexta feira a noite prepararemos um lanchinho gostoso e assistiremos um filme juntos, relacionando com o tema da semana. É claro que o primeiro filme tinha que ser "Cidade de Deus". 

Na semana que vem os alunos começarão o trabalho prático nos ministérios de desenvolvimento comunitário da base da JOCUM BH. Algo como um estágio, para associar teoria e prática. 


A primeira semana foi bem leve, cheia de tempos livres, mas apartir de amanhã a rotina mudará!!! Muahahahaha!



Gostaria também de apresentar a vocês nossos queridos alunos! Orem por eles também!

 Zachary - Canadá

Quesede - Brasil

Cida - Brasil

Polyane - Brasil


 Klaske - Holanda




quinta-feira, 12 de abril de 2012

"Vida Louca, Vidaaá..."

Nossa, quanto tempo sem passar por aqui! Confesso que minha mente estava cheia de histórias para contar aqui e textos para escrever, mas estava ocupada demais arrancando meus cabelos de desespero ao ter tantas coisas para fazer em um tempo curtíssimo.


Uma semana antes da escola de Fundamentos em Desenvolvimento Comunitário começar, decidimos dar um up na sala de aula que estava meio feia e deprê. Mas, como sempre, quando eu penso em fazer algo, na minha mente é tudo muito simples e a execução do serviço mais rápida do que meu pensamento. Sempre subestimo o tempo de trabalho e o grau de dificuldade das coisas. Mas graças a Deus não andamos sozinhos e sempre tem mãos abençoadas para nos ajudar. Pintamos a sala todinha, reformamos as mesas, reformamos sofás, decoramos a sala e mais. Teve dias que eu vim para casa com as mãos e os pulsos inchados de tanto trabalhar. Mas valeu muito a pena. Gostamos de fazer as coisas bem feitas para receber os alunos. Exelência é característica inegociável do cristão. O que dificultou um pouquinho é que tínhamos um orçamento bem pequeno, mas nada que muita criatividade e reciclagem não possam resolver, né?!


Os alunos começaram a chegar no sábado. Essa é uma das partes que eu mais gosto! Conhecer pessoas novas, mesa cheia para o almoço, conversa e risadas altas, conversas em diferentes línguas. Amo!
Durante os preparativos da escola conseguimos o número limite de alunos e estávamos felizes da vida. Mas de última hora, dois alunos não conseguiram visto para vir ao Brasil, muita gente que entrou em contato conosco deu para trás e várias coisas aconteceram, mas mesmo assim não desistimos e começamos a escola com 5 alunos.


No começo fiquei meio chateada com isso. Até oferecemos aulas a noite para dar chance para as igrejas de Belo Horizonte enviar seus obreiros para fazer o treinamento e se engajarem na causa do desenvolvimento de comunidades carentes, mas ninguém mostrou interesse. Mas agora, analisando nossa situação, vejo que foi a graça de Deus sobre nossa vida e sobre a vida dos alunos. Somos apenas três obreiros nessa escola. Eu, Tijs e Rodolpho.
Rodolpho trabalha com a comunicação da base da JOCUM BH e só pode trabalhar na escola por meio período. O Tijs está estudando no seminário Presbiteriano. Sai às 6 da manhã de casa e só volta às 13:20. Todos os dias eu acordo e vejo a pilha de livros em cima do nosso sofá e penso: "Meu Deus, como ele vai fazer isso??" Eu ainda estou me recuperando. Tenho altos e baixos de energia. Quando tenho energia posso trabalhar incansavelmente por horas, mas nos meus momentos de baixa energia, posso até desmaiar de cansaço. Quando chego nesse ponto, tenho que ir para a cama e tomar um tempo para me recuperar. Até agora não descobri qual é a causa disso, mas acho que estou vivendo o que no mundo missionário chamamos de "burnout". Por enquanto estou bem e tenho passado a maior parte do tempo com os alunos, mas não sei até quando estarei bem. Por isso, peço a sua oração por nós. Somos poucos, mas com muita coisa para fazer. Precisamos da graça do Senhor sobre nossa vida, nosso corpo e nossa mente.


Essa primeira semana de escola tem sido muito legal. Ainda estamos nos conhecendo melhor e vivendo um processo de contextualização dos alunos ao novo "habitat" deles. Amanhã (quinta) começaremos com as aulas. O Tijs dará uma pequena introdução ao assunto. Está sendo uma semana bem leve, mas a vida boa acabará na semana que vem pois começaremos com aulas mais intensas e trabalho nos ministérios da JOCUM de Desenvolvimento comunitário.

Mais uma vez peço, orem por mim e pelo Tijs. Temos vivido dias intensos. Infelizmente algumas vezes temos que deixar coisas de lado por que simplesmente é impossível fazer tudo o que queremos, como sair, ir no cinema, comer fora, manter nossa comunicação com nossos mantenedores em dia, passar mais tempo com os amigos e, acredite, manter contato com a família. Precisamos muito da graça de Deus sobre nossa vida. Queremos chegar ao fim desses três meses inteiros!
Espero dar mais notícias em breve.
Um abração a todos os meus leitores que não nos esquecem!
Até a próxima!

quinta-feira, 29 de março de 2012

My Precious - A Chuva

Eu relutei muito para postar essas fotos. Pela primeira vez, um sentimento de possessão tomou conta de mim em relação a essas fotos e sentia dor ao pensar em compartilhá-las. Será que alguém vai entender isso? Na verdade nem eu entendi o que aconteceu. Queria mantê-las só para mim. Como o Smeagol com o anel:"my precious! My love!" 
Ok, nem tanto... Mas quase lá... =D
Mas enfim, vou parar com essa baboseira e publicar as fotos de uma vez. 
Com um teto de vidro e uma chuva criei uma coleção de fotografias abstratas.
Não sei se todos gostarão. Mas... quanto a mim... eu AMEI!