quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Experiência gastronômica











Nosso primeiro jantar aqui foi algo bem típico Fish and chips (peixe e batata frita)
O lugar fica bem ao lado do mar, então você pode escolher o peixe que você quiser e que foi recém pescado (mais fresco impossível). Logo depois você recebe uma porção de peixe frito (delicioso!!!) com batatas fritas. Para acompanhar vem um limãozinho e alguns molhos especiais para o peixe e para a batata. Tenho certeza de que jamais comerei um peixe tão gostoso!

Conhecendo um pouco da história dos Maoris
















Visitamos também um parque chamado Te Puia que mostra um pouco da história do primeiro povo que habitou a Nova Zelândia, os Maoris, e ensina a sua cultura.
Conta a história que o povo do Taiti pegou os piores lutadores, os briguentos e esquentados, colocou num barco e mandou para a Nova Zelândia. Isso foi há mais ou menos 700 anos e não havia ninguém morando aqui ainda.
Dizem que eles formaram tribos e lutaram uns contra os outros, pois era um povo guerreiro. A Nova Zelândia foi governada por portugueses, holandeses, ingleses... Até conseguir sua liberdade. Aos poucos a cultura Maori foi quase desaparecendo, mas hoje há um grande incentivo para que se aprenda a sua cultura, língua, costumes e etc.
Depois de conhecer esse parque, aprendi a apreciar essa cultura que é tão bonita e rica. E acredito que temos muito o que aprender com os neo zelandeses nesse sentido, pois eles estão reafirmando essa cultura e a valorizam como sua raiz, enquanto que nós brasileiros tratamos os índios como nossos bichinhos de estimação e não damos o menor valor e respeito pelos primeiro moradores do Brasil.
O parque ainda conta com águas aquecidas por causa dos vulcões. Nas fotos você pode ver o vapor que sai da água e da própria terra. Os Maoris costumavam colocar a comida em um cesto e descer até essas águas e cozinhar a comida ali de tão quente que são essas águas.
Confesso que fiquei encantada com o que vi!

Conhecendo um pouco da terra dos Maoris
















Janne e Mike nos levaram para conhecer um pouquinho do país deles durante o primeiro e segundo dia em que estávamos aqui. Primeiro fomos conhecer uma praia aqui pertinho, que fica nos pés de um antigo vulcão. A paisagem é muito linda!
As pessoas geralmente sobem na montanha para fazerem exercícios ou apenas para estar em contato coma natureza. A praia é serpenteada por prédios e várias árvores de pinus. Fomos a uma praia que é coberta de conchinhas. O efeito é maravilhoso.
Tudo aqui é limpo e organizado, mas o que mais me impressiona é o silêncio. Tudo é muito silencioso e reina uma paz incrível. É proibido ingerir bebidas alcoólicas fora dos bares, o que é muito bom, pois não há ninguém te perturbando na rua. Quando você quer atravessar a rua pode tranquilamente passar na linha dos pedestres e os carros certamente pararão para você.
Aqui a direção fica no lado direito e eu levei um susto bem grande no primeiro dia. Eu estava sentada atrás da Janne, no lado esquerdo do carro, onde no Brasil fica a direção. De repente ela se abaixou para pegar algo em sua bolsa e eu congelei de susto, pois pensei que ela havia largado a direção!!!!
E quando estamos na estrada e vem aquele caminhão enorme eu prendo a respiração, pois a impressão é de que vamos bater a qualquer momento. Acho que isso é uma coisa que eu preciso de mais tempo para me acostumar...

Estamos na Nova Zelândia!!!


Começamos a nossa viagem no sábado às oito horas da manhã. Saímos de casa e nos dirigimos ao aeroporto Confins, em Belo horizonte.
Nosso vôo saía apenas às 11h20min, mas como era um vôo internacional precisávamos estar no aeroporto 2 horas antes. Chegamos a São Paulo no aeroporto de Guarulhos às 13h00min, onde tivemos uma longa espera até nosso vôo para Santiago no Chile. Pegamos nosso avião às 5h30min. Aí o horário começou bagunçar um pouco. O fuso horário de Chile é de apenas 1 hora de diferença, mas quando chegamos lá já estávamos bem cansados e confusos com o tempo. Mas o vôo para o Chile foi sensacional! Pudemos ver umas das mais belas paisagens do mundo quando sobrevoamos as montanhas da cordilheira dos Andes. A imagem faz você parar de respirar de tão linda. Ainda mais vendo de cima. Várias montanhas com seus picos cobertos de neve. Simplesmente maravilhoso! O sol estava se pondo e estava próximo às montanhas, o que deu um toque quase mágico a cena. O que eu senti muito é que estava longe da minha câmera, gostaria de poder compartilhar com todos a imagem que eu vi. Mas infelizmente vai ficar só na mente das pessoas que estavam naquele vôo. Logo depois o piloto pousou tão suavemente na pista que nem sentimos o impacto e pudemos mais uma vez saborear o sol se pondo atrás das montanhas chilenas. Quando eu vejo essas coisas não consigo pensar em nada mais além do Criador de todas essas coisas. E imagino que você precisa ter muita fé para acreditar que tudo isso veio de uma ameba!
Pegamos nosso avião para Auckland às 23h25min e aí é que a gente se perdeu no tempo mesmo, pois o fuso horário da nova Zelândia para o Brasil é de 15 horas à frente. Então saímos às 23h25min de sábado do Chile e chegamos às 4h da manhã de segunda feira em Auckland tendo viajado apenas 12h20min! Nem tivemos domingo!
Parece um pouco doido.
Durante toda a viagem foi noite. O dia ainda demorou clarear em solo Neo Zelandês.
Pegamos uma van que nos levaria ao destino final, uma cidade chamada Tauranga onde acontecerá a conferência. Durante a viagem eu tentei permanecer acordada, mas acabei dormindo um pouco, pois 12 horas dentro de um avião pode ser bem desconfortável e eu não tinha dormido muito. Mas a paisagem da Nova Zelândia é uma das mais lindas que já vi em toda minha vida. Com toda a certeza esse é um dos países mais lindos do mundo!
A paisagem conta com várias e majestosas montanhas, pastos cheios de vacas e ovelhas, lagos maravilhosos, arvores de todos os tipos, flores, aves... Tudo dentro de uma calma e placidez inimaginável! Parece que tudo fazia parte de uma grande tela de um pintor famoso.
Meu pescoço já estava doendo de tanto olhar pela janela quando chegamos a nossa cidade que fica na costa. Entramos por uma rua bem limpa e organizada com casinhas brancas, amarelas, cinzas... Quase todas de madeira e jardins lindos,perfeitamente arrumados e enfim, trinta e três horas depois chegamos a casa onde ficaríamos hospedados.
Dois simpáticos velhinhos estavam nos esperando. Janne e Mike. Eles são pastores de uma igreja local. E apesar da idade eles possuem muita energia. Ela sempre preparando algo para comermos, perguntando se está tudo bem, se pode fazer algo por nós. Ele sempre protetor como um pai.
Estamos muito felizes e satisfeitos e nos sentindo em casa.
Durante toda a semana estarei mandando notícias!
(a foto das ovelhas é por que a Nova Zelândia é o país das ovelhas!)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Valter


Gostaria aqui de fazer uma correção. Eu escrevi no post ano novo no sul, que ficamos na casa da minha irmã. Mas a minha irmã é casada, então ficamos na casa da minha irmã Adriely e de seu marido Valter. Valter tem sido um amigão para nós e nos recebe muito bem em sua casa. Até já comentou que faria um quarto extra para nós em sua casa (o que eu vou cobrar, viu?!).

Bem Valter, quero dizer que admiro muito seu bom coração e sou muito feliz que você faz parte da minha família!
E o seu churrasco é o melhor que já provei!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Um velhinho sem nome,em uma praça sem nome,de uma favela sem nome


Na segunda feira aocnteceu algo que me tocou profundamente e gostaria de compartilhar com todos.

Eu estava dentro do ônibus que chamamos amarelinho que percorre toda a favela e quando ônibus parou no ponto que fica na praça principal da favela, me chamou a atenção um senhor de aproximadamente 70 anos, sentado no banco da praça. Debaixo de um calor escaldante ele usava uma calça de moletom azul e uma blusa de lã cinza. Seu cabelo, mesmo escondido debaixo de um boné encardido com uma bandeira do Brasil, estava grudado na cabeça por causa do suor e falta de banho. De repente ele olhou para mim e me sorriu um sorriso banguela por trás de uma barba que há meses não era feita. Foi um dos sorrisos mais doces que eu já vi, quase ingênuo. E ao mesmo tempo em que ele me sorria, estendia para mim um pote velho de sorvete em que deram para ele alguma comida. Dentro havia o prato típico do Brasil, arroz e feijão. Ele estendeu isso para mim e disse: “vamo”? Eu sorri de volta de dentro do ônibus e disse: “não, muito obrigada!”
Mal tive tempo de terminar a sentença e o ônibus já estava partindo de novo pelas ruas estreitas e barulhentas da favela, mas o velhinho com seu pote de arroz e feijão não saiu mais da minha mente. Como pode uma pessoa, no máximo da sua pobreza, oferecer a única coisa que tinha talvez sua única refeição naquele, dia para uma estranha dentro de um ônibus?
Talvez a intenção daquele velhinho castigado pelos anos e pela vida difícil, era apenas compartilhar sua comida, mas me ensinou uma das maiores lições da minha vida e me mostrou Jesus da forma mais pura e perfeita.
Que Deus possa nos ajudar a ter um coração como o desse velhinho sem nome, em uma praça sem nome, de uma favela sem nome.

call2all, Nova Zelândia




No sábado estaremos viajando para Tauranga, na Nova Zelândia, para uma conferência missionária cahmada Call2all (chamado para todos). Essa é uma conferência que acontece várias vezes ao ano, em vários lugares do mundo. Inclusive, no ano passado aconteceu em Curitiba (PR). Pessoas de vários lugares do mundo, de igrejas e missões se reunem para discutir assuntos concernentes à evangelização mundial. O tema dessa conferência será "Next generation"(próxima geração) e tem como objetivo investir na vida de jovens missionários e~os mais velhos passarem a visão para essa nova geração de missionários.


Somos muito gratos aos nossos líderes que estão nos enviando e têm confiado em nós e investido em nosso ministério.


Sairemos no sábado primeiro fazendo uma escala em São Paulo, de lá partiremos para Santiago no Chile. Essa viagem durará umas 5 horas. E de Santiago até auckland na Nova Zelandia serão 14 horas de vôo sobre o oceano pacifico. Quando chegarmos em auckland, tomaremos uma van que nos levará para Tauranga, numa viagem de 2 horas. Ouvimos falar que a paisagem é muito linda durante essa última etapa da viagem.


Lá a agenda será bem apertada. Começaremos a programação às 10 da manh~até o meio dia, a tarde começaremos à 1 e vamos até às 6 e à noite será de 7 até às 10 horas.


O Tijs foi convidado para dar um Workshop sobre como restaurar a esperança nas crianças em situação de risco no Brasil.


Estamos ansiosos e empolgados por esse desafio tão grande! E, é claro, contamos com as suas orações para que tudo corra bem.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010




Durante esses dias de férias, em que as pessoas estão viajando e passando tempo com a família, nós estamos num pequeno grupo aqui na Luzeiro. Apenas 6 pessoas.


E o que fazemos com tão poucas pessoas durante esse tempo?


Manutenção!


Gastamos nossos dias com limpeza, pintura, jardinagem e mais limpeza. As vezes penso que o trabalho se quadriplica nessa época tão parada. Hoje mesmo eu e mais outra obreira, Cida, passamos a manhã toda esfregando o chão, de joelhos, com uma escova de mão. Foi até engraçado, mas no final da manhã estávamos já sem forças para esfregar um centímetro sequer...


E amanhã começamos tudo outra vez: limpar, lavar, cortar grama, pintar, limpar, lavar, arrancar ervas daninhas, pintar, limpar...


ano novo no sul







Tínhamos apenas uma semana de férias. Tentamos conseguir passagens de avião para podermos visitar a família no paraná, mas os preços estavam impagáveis e já havíamos descartado a possibilidade de ver minha família e estava muito triste pois não temos previsão de visitá-los por causa dos vários compromissos nesse ano.



Então nosso líder, nos perguntou na hora do almoço sobre se viajaríamos ou não. Nós explicamos a situação e ele nos disse que poderíamos ter mais uns dias lá. POis a viagem de ônibus é de 20 horas. É uma viagem bem longa para ficarmos apenas 5 dias.



Na mesma hora o Tijs foi ao centro na rodoviária para comprar as passagens e eu fiquei arrumando as malas. Partimos na mesma noite.



Ficamos hospedados na casa da minha irmã. No dia em que chegamos já começamos a visitar familiares. Parece que só de ver a minha fam'lia todo cansaço sumiu!



Passamos o ano novo na casa do meu avô, no sítio. Um ano novo regado a muito churrasco, ou seja, à moda do sul.



Foi maravilhoso poder passar esses momentos ao lado da familia que tanto amo, ver minhas irmãs, passar tempo com meu sobrinho...



Voltamos para casa no dia 10, mas já com o coração apertado pela saudade!

Festas







Um natal como deveria ser. Esse foi o nosso natal aqui na Luzeiro. Estávamos num grupo pequeno de sete pessoas. Logo de manhã nos reunimos para cozinhar e prepara nosso almoço do dia 25. Depois de tudo pronto fomos para a sala da casa de um casal de obreiros aqui e tivemos um tempo de louvor e oração em gratidão a Deus por ter nos dado o seu filho e, é claro, intercessão pela nossa favela. Logo depois lemos lucas 2:1-20, onde conta sobre o nascimento de Jesus. Almoçamos e depois de limpa a cozinha e lavada a louça fomos comer a sobremesa e fazer o amigo secreto na casa de outro casal de obreiros. Eles tinham acabado de ganhar uma filhinha e era o primeiro dia deles em casa. A Luciene, mãe do bebezinho, parecia que nem tinha acabado de passar por uma cesariana. E o bebê é um dos bebes mais lindos que já vi. O nome dela é Emily.



As vezes a gente se sente um pouco triste por passar datas assim longe da família, mas esquecemos que aqui vivemos como uma grande, calorosa, internacional e transcultural família. Creio eu que isso é como o céu será.



Para mim foi um natal, como eu já disse antes, exatamente como deveria ser.